O que você pensa que é? A pergunta da zebra – Poema de Shel Silverstein

 

A pergunta da zebra

 
Eu perguntei para a zebra:
Você é preta com listras brancas?
Ou branca com listras pretas?
E a zebra me perguntou:
Você é bom com maus hábitos?
Ou mau com bons hábitos?
Você é conturbado com momentos calmos,
Ou calmo com momentos conturbados?
Você é feliz com alguns dias tristes, 
Ou triste com alguns dias felizes?
Você é desleixado com boas maneiras,
Ou com boas maneias porém desleixado?
E continuou..continuou e continuou…
Só sei que nunca mais volto a perguntar a uma zebra sobre suas listras.

– Shel Silverstein  – Pergunta de Zebra
A pergunta da zebra-2
 

Esse poema nos faz refletir sobre pontos de vista. Uma zebra pode ser vista tanto preta com listras brancas, como branca com listras pretas, o que não faz a mínima diferença. No entanto, o ponto de vista pode fazer uma enorme diferença na forma como você se sente sobre si mesmo e o mundo ao seu redor. Isso vai depender se você se enxerga como uma pessoa boa com alguns maus hábitos, ou má com alguns bons hábitos, feliz com alguns dias tristes, ou vice-versa. A nossa realidade é cheia dessas dualidades, que dependem apenas da nossa perspectiva para dar um significado.

Se fosse eu no lugar no garoto, provavelmente a zebra perguntaria:

Você é paciente com momentos irritados? 
Ou você é irritado com momentos de pacientes? 
Você é generoso com momentos egoístas? 
Ou você é egoísta com momentos generosos? 
Você é otimista com dias pessimistas? 
Ou você é pessimista com dias otimistas?

E se fosse você? O que a zebra perguntaria?

O que eu quero dizer com isso é que ambos os lados dessas dicotomias são verdadeiros para todos nós. Nós temos uma série de momentos, muitas vezes em extremo oposto de um espectro, durante todo o dia que compõe nossa realidade. Cabe a nós escolhermos o que prestar atenção e como vamos definir a experiência.

Abrace a dualidade e trabalhe em busca de ser a pessoa que você quer ser e veja o mundo da maneira que você quer vê-lo.



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um comentário


  1. Anônimo

    14 de junho de 2015 em 01:36

    Profundo…

    Responder

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